Lê a entrevista feita a Simone Rodrigues, aluna do 12º ano, autora do logotipo do clube.
1- Como foi a experiência de pertencer ao clube de
leitura da ESMA durante o 3º ciclo?
Pertencer ao clube
de leitura da ESMA foi uma experiência bastante enriquecedora, pois, enquanto
seu membro, tive oportunidade de colaborar na dinamização de várias atividades
relacionadas com os livros e de desenvolver uma nova visão a seu respeito. Fui
seu membro durante o 3º ciclo e guardo com saudade todos
os momentos que vivi neste clube, sentido-me hoje orgulhosa por ter feito parte
do seu crescimento e divulgação.
Acima de tudo, aprendi que os livros são verdadeiras fontes de ideias fantásticas que nos podem levar a atividades interessantíssimas, ajudando assim outras pessoas a encontrarem a magia da leitura. A única pena que tenho é que a comunidade escolar nem sempre aderia às nossas atividades da forma mais desejada, mas nunca desistimos dos nossos objetivos e espero que daqui em diante a tendência de participação seja para aumentar.
Acima de tudo, aprendi que os livros são verdadeiras fontes de ideias fantásticas que nos podem levar a atividades interessantíssimas, ajudando assim outras pessoas a encontrarem a magia da leitura. A única pena que tenho é que a comunidade escolar nem sempre aderia às nossas atividades da forma mais desejada, mas nunca desistimos dos nossos objetivos e espero que daqui em diante a tendência de participação seja para aumentar.
2- Conta-nos uma atividade interessante que ajudaste a
dinamizar durante esse período.
Para mim, todas as
atividades que dinamizamos no clube foram interessantes e inspiradoras.
Cantinhos de leitura, feiras do livro, comemoração de dias especiais,
organização de concursos e salas de leitura móvel são alguns exemplos de
atividades cuja realização contou com a minha colaboração. Escolher apenas uma
para contar é difícil, tão boas são as memórias que guardo de todas, mas talvez
aquela que eu recordo com mais frequência é a organização de salas de leitura
móveis, uma atividade que consistia em levar os livros a pessoas de diferentes
faixas etárias, quer de outras escolas, quer de instituições da ilha. Fomos não
só até às crianças do Jardim de Infância do Pasteleiro, como também aos idosos
que vivem no Lar de São Francisco, tentando mostrar como a leitura pode ser
divertida e reconfortante, em todas as etapas da vida. Guardo com saudade as
expressões felizes daqueles a quem fomos levar os livros e a leitura de forma
original, que eram a maior gratificação que se podia receber.
3- Consideras que o clube de leitura contribuiu para a
tua formação como leitora? Como?
Sem dúvida alguma. O
clube de leitura incitou-me a olhar para os livros de uma forma muito mais
interessante e desafiante. Até pertencer ao clube, nunca tinha tido a noção do
poder que a simples história de um livro pode ter, bastando para isso que o
leitor seja criativo e, uma vez que os livros também nos ajudam a desenvolver a
criatividade, ler torna-se num ciclo vicioso, que felizmente é muito saudável.
Ser membro do clube de leitura ajudou-me a desenvolver a minha criatividade, no
sentido de “pegar” numa pequena história e transformá-la numa grande
experiência e também de procurar formas de usar os livros para a realização de
uma grande diversidade de atividades. Para além disso, foi um bom contributo
para o desenvolvimento da minha visão enquanto leitora, levando-me a fazer
melhores análises críticas dos livros que leio e procurando nas suas histórias
temas para interessantes reflexões, o que me dá um grande auxílio nas
apresentações orais da disciplina de Português.

4- Aconselha um livro que te tenha influenciado e diz-nos
qual a razão.
O longo inverno de Ruta Sepetys foi o último livro que
li e é um romance baseado em histórias verídicas que a autora recolheu,
respeitantes ao genocídio dos povos bálticos pelos soviéticos, no tempo de
Estaline. Esta obra influenciou-me, de facto, no sentido em que me levou a
conhecer uma realidade histórica cujos pormenores eu desconhecia – o
estalinismo. Todo o comovente enredo que a autora criou levou-me a refletir
sobre temas de relevância social extrema e a longa e dolorosa aventura narrada
deixou-me uma lição importantíssima e que faz dos povos bálticos verdadeiros
exemplos para a Humanidade – o amor e a esperança constituem o mais poderoso
dos exércitos. Aconselho vivamente a leitura deste livro!
Obrigada!
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