quarta-feira, 8 de junho de 2011

Eu leio...Tu Lês...A estrela de Narien



Com esta review não pretendo fazer qualquer crítica literária mas apenas dar a minha opinião (embora esta lá possa ter as suas críticas) à trilogia A Estrela de Nariën de Susana Almeida, não me parece que possua a cultura ou a bagagem literária para me armar em crítica.
Os livros são claramente dirigidos a um público infanto-juvenil (ou não pertenceriam a uma colecção intitulada de TEEN) e a autora não pretende que seja diferente. No entanto, o impacto num outro leitor, ao começar a leitura destes, é grande.
A escrita revela-se, seja ela na descrição do mundo, das personagens, das suas relações ou nos próprios diálogos, dotada de uma ''inocência'' tal que torna óbvia a irrealidade de tudo aquilo a que assistimos. Após a primeira metade do primeiro livro uma pessoa lá se habitua.
Mas no meu caso, por deficiência minha, não me consegui adaptar à forma como as coisas (acontecimentos, relações, diálogos, etc.) se dão. Não consegui aceitar aquela irrealidade humana e fazer proveito da história que os livros nos contam, nesse contexto.
Por isso não senti qualquer empatia com as personagens ou com os seus destinos e, consequentemente, não consegui importar-me e apreciar o enredo.
Os livros também vão contendo algumas incongruências, nas relações humanas ou na própria saúde, e houve umas que me fizeram comichão. Todavia, parando e observando de um ponto de vista mais afastado, também pude ver que no contexto em que se situavam, a tal ''irrealidade humana'', essas mesmas incongruências deixavam de ter a pouca importância que antes detinham.
O facto de uma pessoa não se conseguir embrenhar na história faz com que estejamos muito mais alertas para os seus defeitos ou aspectos que nos irritam. Por esse motivo, em várias alturas dei por mim cansada de certos ''maneirismos'' da autora; como por exemplo, a frequência com que se refere às personagens por ''aquela que fez isto'', ''aquele que detinha aquilo'', ''daquela que o possuía '', etc..
E assim, a grande conclusão é que não apreciei estes livros grandemente. No entanto, parece-me que tal terá sido pela demasiada ''parcialidade'' à minha própria subjectividade que tenho e não por a trilogia ser má ou fraca.



Beatriz Cardigos, 11ºA

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